VEJA: PM determina segurança para advogado

Por: Folha de Sergipe - Polícia - 9 de agosto de 2016 - 7:40 - Sem Comentários

8820169571376760_iovfvO advogado não é culpado. É vítima

por Gilmar Carvalho, radialista, jornalista e bacharel em Direito

Nunca se iluda: não há igualdade de atenção do Poder Público com os cidadãos, todos pagadores de impostos. Num Estado que reclama diariamente maior efetivo para a Polícia Militar, alguns poucos são privilegiados.

É o caso do advogado Antônio Mortari,  que sofreu recentemente tentativa de homicídio.

Ele não é culpado, pois também é vítima da crescente ação dos marginais.

A PM, que tem poucos policiais, destinou uma viatura com dois homens durante as 24 horas, de forma permanente, em escala de revezamento, para dar segurança ao advogado.

É o Estado cumprindo seu dever.

Mas, e os outros? Os milhares que são, diariamente, ameaçados e sofrem tentativas de homicídio?

Repetindo: o advogado não é culpado, é vítima da crescente ação dos marginais.

Antes que cobrem coerência: depois do assassinato do deputado Joaldo Barbosa. o então governador João Alves (DEM) me impôs a companhia permanente de seguranças. Resisti, em sucessivos contatos com o então secretário de Segurança Pública, Luiz Mendonça, até que recebi o aviso que, se não apontasse policiais de minha confiança, o Estado mandaria seis policiais sem a necessidade de que eu mesmo os conhecesse.

Dizia o governador: “No meu governo, não vão matar dois deputados”.

Tive que aceitar.

Aos poucos, por decisão pessoal, fui diminuindo até ficar com a metade.

Por várias vezes, tentei devolver os policiais, o que não foi aceito pela SSP: “Você é doido? Você corre risco de morte, e nós não podemos deixar de manter a segurança”. Era o que eu sempre ouvia.

Quando a Secretaria de Segurança Pública era comandada pelo delegado João Eloi e a PM pelo coronel Maurício Yunes, devolvi os policiais sem comunicar a ambos.

Alguns dias depois, disse pessoalmente que havia devolvido os policiais, a quem tanto agradeço pela amizade e preocupação, e que não aceitava mais segurança.

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